ADN AMAZING by Ana Graça - Directora Geral

Ainda a decorrer uma realidade pandémica, que mensagem tem a passar aos portugueses que querem recorrer à compra e venda de um imóvel durante este período?

 

A seleção da mediação imobiliária como uma actividade segura, abrangida na 1ª fase de desconfinamento, demonstra que o setor conseguiu ao longo destes últimos dois anos de epidemia provar que se adaptou rapidamente às necessidades que enquanto sociedade teríamos de cumprir, nomeadamente através de meios e serviços de não presença física, que possibilitaram decisões e transacionalidade por parte dos Clientes. Pudemos assistir a um aumento substancial na procura na Primavera após o 1º confinamento em 2020 e assistimos a um padrão similar no presente ano, senão até mesmo superior atendendo ao mercado internacional.

Pautando-se o setor como um veículo sócio-económico importante, senão vital, nos fundamentais do país, Portugal será certamente uma escolha primária para habitabilidade definitiva do Cliente estrangeiro que até aqui visitava inúmeras vezes o país, o que ainda permite ao Cliente nacional algum timing de decisão, contudo poderemos assistir a um ainda maior aumento da escassez da oferta em algumas zonas atendendo a esse efeito.

Por outro lado, certamente este mesmo efeito permitirá um bom aumento no nível de receita de impostos que gera aos cofres do Estado, da captação de investimento e capital estrangeiro, abrindo assim, a par do Turismo, portas a outros setores de atividade que poderão prosperar a longo prazo e mesmo no curto prazo assistirmos a uma célere recuperação a números pré-covid, com um maior distanciamento estratégico de algumas crises económicas que assistimos nas últimas décadas por falta dessa capacidade de atração e apoio de recursos e projectos de maior estabilização.

Os preços das casas tem diminuído em Lisboa, mas aumentado no resto do país. Como acredita que estará essa realidade até final do presente ano?

 

Esta redução não se verificou tanto pela parte de falta de interesse total de aquisição em imóveis em Lisboa, mas sim pela escassez de produto de uma linha mais primária, mais apetecível, dado que o nível de transacionalidade até 2019 foi constantemente sendo suplantado semestre após semestre. O que se verificou é que o mercado, um pouco mais saturado, numa oferta menos apetecível e até inflacionada do tipo de imóvel que se encontrava disponível a partir de 2019, iniciou o seu natural processo de correção por falta de fluidez e que com a pandemia esse efeito foi alavancado dada a ausência célere de Clientes estrangeiros.

 

Na nossa análise, a descoberta de outros mercados periféricos, que conferem um bom lifestyle, com maior vocação para a natureza, praias, espaços livres e que a pandemia veio provar como necessários e válidos para um bom equilíbrio social, financeiro e mental, permitirá a nível nacional um valor médio estimado de subida de preços de 5%, incluindo Lisboa que iniciará o seu natural rebound. É de esperar em algumas regiões do País aumentos médios a rondar os 10% no preço dos imóveis, conforme se verificou em 2020 e 2021 em zonas periféricas das principais cidades.​​​​​​​

​​​​​​​

Portugal ficou dependente, em grande parte, dos cidadãos estrangeiros que, vindo de férias a Portugal, acabavam a adquirir um imóvel para transformar Portugal no seu segundo país, ou mesmo de investidores, que utilizavam as oportunidades de reabilitação das grandes cidades para adquirir imóveis e rentabilizá-los. Como lidou a Amazing Places com a redução de entrada no país destes potenciais clientes?

 

A Amazing Places sempre se posicionou primariamente no Cliente português, de segmento non-retail, num perfil mais premium, num nicho digamos, pois sabemos que no mercado interno existe um perfil de Cliente premium apetecível, como o Médico, o Advogado, o Gestor, entre outro tipo de profissionais que a nível de rendimentos e poupanças per capita estão num quadrante financeiro de 6 dígitos e que procuram um nível de serviço de excelência, de chave na mão de consultoria total como é nosso apanágio, sempre foi essa a linha orientadora do business plan, pois sabíamos das nossas valências e dos nossos skill’s para o desenvolver.

 

O Cliente estrangeiro surgiu naturalmente como a complementaridade necessária, o efeito alavancagem, até dado o posicionamento estratégico dos nossos espaços atendendo à procura que o mercado da Europa Central (França, Suiça, Bélgica, Alemanha, Holanda, etc) tem por este tipo de mercado, dada a gastronomia, as praias, o golf, entre outros fatores que sabemos importantes na decisão. Mantemos o nosso posicionamento no que a esta segmentação confere, com a diferença nos dias de hoje, que não é somente no Cliente português que crescemos o nosso networking por recomendação, mas sim também no Cliente estrangeiro.

Ao verificarmos a anterior década (2011 – 2021), podemos constatar que o crescimento verificado se centralizou em aproximadamente 4 anos (2015 – 2019), com a crise soberana e a crise pandémica a ditarem um comportamento distinto daquele que poderemos vir a assistir no quadro pós-pandémico ao longo da próxima década, onde Portugal se coloca como um hub atractivo para a captação de projetos, de empresas e de novos residentes estrangeiros de 1ª habitação em detrimento de outros países mais dispendiosos no seu custo de vida e menos apelativos a um lifestyle menos eco-friendly.


Estes fatores inevitavelmente levarão a um aumento das populações no interior, pelo que caberá às autarquias e freguesias locais, acima de qualquer outra entidade, a projeção de infraestruturas e equipamentos, captação de recursos, entidades públicas e privadas que possibilitem a fixação geracional.


Defendemos que a retirada dos Vistos Gold nas principais metrópoles e litoral é um erro estratégico no que à competitividade do país respeita, sendo que a adoção de soluções, nomeadamente novos tetos mínimos por região, permitiriam um crescimento sustentado de todo o país, não retirando o foco ao que defendemos como maior fatia nesse crescimento, o interior.

Como avalia o setor imobiliário nacional e a evolução que teve lugar nos últimos anos (sobretudo após a última crise económico-financeira)?

 

Vejo a evolução como positiva, contudo apesar de assim considerar, fomento e defendo uma maior profissionalização que deveria não só passar por uma obrigação de carteira profissional por parte do Regulador, como um maior aperto de medidas à transacionalidade imobiliária por parte do Legislador, para que assim todos as operações fossem obrigadas a intermediação imobiliária, dada a obrigatoriedade de medidas, restrições e comunicações que uma empresa do setor está obrigada no exercício da sua atividade e no entanto permitimos, ainda, que o “trata o próprio” aconteça, com um padrão comportamental exatamente oposto.

O sector também acaba por ser vítima das suas próprias circunstâncias, uma vez que continua no seu perfil de aquisição de “profissionais” a potenciar a quantidade em detrimento da qualidade, com necessidade de maior valência de competências e qualificação académica dos seus profissionais, em detrimento do potencialmente fácil, do efémero, muitas das vezes do negócio de transição entre setores de atividade “consoante o que está a dar no momento”, que nunca levará a uma especialização competente.

Espero que medidas de maior relevância sejam implementadas, até por parte das Administrações das empresas do setor, para um maior prestígio da classe, mas para isso teremos de estar todos alinhados, na mesma tipologia de crença.​​​​

A Amazing Places tem feito, desde a sua origem, uma aposta sólida na sua imagem e componente digital. Como caraterizam o vosso conceito PRIME e quais as vantagens das visitas virtuais durante este período?

 

No processo de consultoria total quisemos ir um pouco mais além na nossa diferenciação, de potenciarmos a nossa Equipa das melhores capacidades técnicas, para assim se desenvolver diferenciação de topo no segmento high net worth (PRIME). Sempre olhámos para o nosso branding com a paixão que como Clientes gostamos de olhar para as empresas que somos Clientes, nunca nos foi suficiente o “menos mal” e sabíamos que para ter o impacto que pretendíamos ter, mais que o que consideramos primário que são os nossos profissionais, as nossas Pessoas, também a marca teria de ser irrepreensível em tudo o que representa e se propunha atingir, felizmente, fruto de trabalho árduo, assim tem sido.

Face a este facto, é-nos perfeitamente natural colocarmos ao dispôr dos nossos Profissionais e dos nossos Clientes uma panóplia de serviços, de ferramentas, de meios técnicos, para que Amazing seja uma palavra que mais que uma marca, seja a palavra pelo qual se reconhece o trabalho desenvolvido e o seu sucesso, aquele fator “uau”. Com muito orgulho destaco e ressalvo que nunca nenhum meio tecnológico, drone, câmara 360, câmara de elevada performance, melhoramentos de site, um departamento de Imagem e Marketing, o que fôr, foi descurado ou rejeitado de ser adquirido, pois como afirmamos, a nossa qualidade é intrínseca, inegociável e que nos coloca sempre na vanguarda do que no melhor do setor se faz, mas com este nível “em casa”.

As visitas virtuais acabaram por se apresentar como mais que uma valência, uma necessidade, atendendo à exigência do mercado e à situação da pandemia, sendo que alguns dos investimentos que iriamos realizar ao longo de 2020 e 2021 em Marketing, Media e Tecnologia resolvemos antecipar para 2020 o que nos permitiu um começo bastante sólido do presente ano e que ao desconfinamento que agora se inicia, em matéria de pipeline, com o business plan anual atingido ao inicio do verão.

 

Ainda considera que, para muitos, a profissão de consultor imobiliário é uma profissão alternativa? O que é necessário fazer para combater isso?

 

Uma maior acreditação do profissional tipo do setor, levará inevitavelmente a níveis de sucesso não tão somente na componente financeira, de receita dos profissionais, como na fluidez da evolução da própria atividade empresarial através de cargos de liderança comercial, cargos de outros departamentos em ascenção como os recursos humanos, administrativos e operativos, para um maior nível de eficiência global. Uma empresa que aposta nos seus principais recursos, as suas Pessoas, através deste tipo de evolução, de segmentação são tipicamente as empresas que maior evolução e satisfação nos seus quadros apresentarão, onde por consequência o Cliente será o grande usufrutuário desse nível de excelência empresarial. 

Amazing Places: uma marca com identidade própria

O que a fez avançar para um projeto seu? Porquê um projeto na área do imobiliário?

 

De referir que não fui eu a criadora ou fundadora do projecto Amazing, mas sim o Mário G. José, tendo-me associado a este projecto alguns meses após o seu nascimento.

O meu percurso no setor imobiliário iniciou-se numa marca internacional, onde pude desenvolver algumas valências não somente de fórum comercial, como de realidade técnica, o que me permitiu criar fundações sólidas no meu método e desenvolver relações quer com Clientes que até ao presente comigo estão nos seus negócios, (assim espero estar sempre à altura igualmente no futuro), quer através de relações Institucionais de excelência que sei que temos como marca respeitada, porque começa por respeitar.

O convite acabou por surgir de forma natural, atendendo à oportunidade de fazer parte de algo diferente, de um nível de serviço diferenciador, de consultoria mais segmentada, de uma “boutique” altamente especializada de investimento e advisory em real estate. Acima de tudo de potenciar o crescimento de algo desde a sua quase origem e potenciar o meu próprio crescimento num cargo que me permite fazer o que igualmente gosto, liderar e lidar com Pessoas para lá dos Clientes.

Quanto ao porquê da área do imobiliário, não é uma pergunta que de mim dependa resposta no que à Amazing Places respeita, pois eu já estava nesta área como profissional de “corpo e alma” anteriormente à sua criação, tendo apenas transitado poucos meses após o seu arranque.​

Quais as características que aplica na Amazing Places e na relação com os clientes que fazem parte da forma de ser da própria Ana Graça e restante Direcção?


A nossa capacidade multidisciplinar, não somente da Direção, mas de toda a Equipa que compõe a Amazing. Temos uma preocupação genuína na contratação de procurar elevados padrões de excelência, não só nos skill´s e competências profissionais, como no factor humano, no caráter, pois muitas das vezes o back up profissional que damos a um Cliente na tomada das suas decisões necessita mais que elementos técnicos ou comerciais, de caráter, de um ser humano competente e de DNA Amazing como costumo frisar, pronto a ter uma conversa de maior apoio emocional fruto da sua experiência, ou mesmo uma conversa mais difícil de encerramento de relação atendendo ao desencontro de valores humanos entre as Partes.

O facto de a Direção também provir do setor Premium Financeiro e Corporate, possibilita-nos uma capacidade de atingimento de um Cliente distinto, dum Cliente que olha para um negócio no seu todo, com um plano de accão mais abrangente, mais assertivo para construção de relações futuras de maior impacto, um Cliente que analisa todas as variáveis com um nível elevado de acompanhamento e informação, conferindo-se assim uma maior capacidade de valências na Equipa igualmente.

Creio que a paixão colocada no dia-a-dia, o nível primário de auto-exigência, a lealdade que damos e sentimos dos nossos Clientes particulares e Institucionais, acaba por ser a demonstração do que somos enquanto Equipa e Marca.


Como Mulher que lidera, que palavras ou incentivo diria para alguém que possa querer almejar a liderança de uma empresa?!


O acesso a oportunidades é vital, sendo que até recentemente o que assistíamos era a falta dessas oportunidades para as mulheres, de mostrarem o seu valor na tomada de decisão, de se fazerem ouvir nos seus pontos de vista não por uma questão somente de skill's, mas por um status quo. Um mundo mais igual nos cargos de topo, onde se tomam as decisões, onde não importa o género mas sim a competência. Liderar é saber dar o exemplo através de Teoria > Prática e vice-versa, é saber como agir em múltiplos cenários e quem melhor que as mulheres para lidar com tal realidade!​​​​​​​

Defendo que numa empresa, os recursos humanos são o seu asset mais valioso. Uma equipa acompanhada e motivada, fará da empresa um local onde nos sentimos felizes, onde no seu dia-a-dia se respira conhecimento, partilha, de fluidez de negócios, o que inevitavelmente traduzir-se-á num nível de atuação optimizado, apaixonado, valorizado, de excelência e caráter AMAZING.

Siga-nos em

Housing your dreams

ATENÇÃO: Este website utiliza cookies. Poderá aceitar ou recusar as nossas cookies, clicando nos botões abaixo. Uma recusa não limitará a sua experiência enquanto visitante. Saiba mais sobre o uso de cookies, clicando no botão “Mais informação” abaixo.

Aceitar
Rejeitar
Mais informações